Doenças Sexualmente Transmissíveis

  • HPV
    HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.
    HPV e câncer do colo do útero
    A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer (no caso das lesões causadas por vírus com alto potencial oncogenico). Atinge  principalmente o colo do útero, mas também a vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.
    Risco do câncer de colo do útero
    Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.O câncer do colo do útero é um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, são totalmente curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem demorar muitos anos para se transformar em câncer. Esses fatos permitem que o câncer de colo de útero possa ser evitado praticamente em 100 % dos casos se a paciente se submeter aos exames de revisão periódica.
    Sintomas
    As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas conforme a doença avança podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, nem sempre nessa ordem.
    Prevenção do Câncer do Colo do útero
    Fazendo o exame preventivo (de Papanicolaou ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

    Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação.
    Tratamento

    Não há tratamento específico para eliminar o vírus.

    O tratamento das lesões clínicas deve ser individualizado, dependendo da extensão, número e localização. Podem ser usados laser, cirurgia, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

    As lesões de baixo grau não oferecem maiores riscos, tendendo a desaparecer mesmo sem tratamento na maioria das mulheres. A conduta recomendada é a repetição do exame preventivo em seis meses.

    O tratamento apropriado das lesões precursoras é imprescindível para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo uterino. As diretrizes brasileiras recomendam, após confirmação colposcópica ou histológica, o tratamento excisional das Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau, por meio de exérese da zona de transformação (EZT) por eletrocirurgia.

    Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.
    Prevenção do HPV

    A melhor proteção sempre é evitar a troca excessiva de parceiros sexuais, utilizar presevativo ( não protege contra o hpv na vulva),  evitar o tabagismo pois este estimula a infecção pelo HPV , e principalmente, realizar seus exames ginecológicos de rotina ( preventivo e colposcopia) que identificam os sinais da  infecção pelo HPV. Nenhuma paciente amanhece subitamente com um câncer de colo de útero. Anos antes do câncer aparecer,  a lesão já esta presente e pode ser detectada por um exame ginecólogico adequado. Nesses casos, detectam-se as infecções pelo HPV e as lesões pré- invasoras  que possuem um tratamento 100 % efetivo, evitando os riscos e tratamentos radicais que a lesão avançada necessita.
    Vacina contra o HPV

    Existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis: a vacina quadrivalente, da empresa Merck Sharp & Dohme (nome comercial Gardasil), que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente, da empresa GlaxoSmithKline (nome comercial ervarix), que confere proteção contra HPV 16 e 18.

    O mais importante não é definir qual é melhor, mas sim convencer a população da importância e da realização destas vacinas. A vacina chamada quadrivalente atinge os 2 principais  tipos de HPV causadores das lesões de alto grau e câncer, alem de 2 tipos de HPV que causam verrugas genitais. A outra vacina, chamada bivalente, possui um poder imunogênico maior que a anterior e é realizada exclusivamente para proteger contra o HPV causador das lesões de alto grau do colo ou do câncer do útero.
    Como funciona a vacina

    A vacina tem uma partícula que imita o código genético do vírus ( não é uma partícula viva do vírus e por isso não causa infecção) que  induz o nosso sistema imune a produzir elementos de defesa, chamados anticorpos. Desta forma, quando nosso organismo entrar em contato com o vírus real, ele identificara rapidamente a infecção e produzira estes anticorpos em grande escala que impedirão a infecção.

    Quando fazer a vacina?

    Idealmente, a vacina deve ser realizada antes do inicio da vida sexual. Porém, mesmo as mulheres que já iniciaram as suas atividades sexuais, podem ter beneficio protetor.

    As mulheres que já tiveram HPV podem receber a vacina?

    Sim, pois existem diversos tipos de HPV. Apenas as mulheres que tiveram lesão de alto grau no colo do útero ou câncer é que não teriam um beneficio  importante

    Qual o tempo de proteção após a vacinação?

    Existem estudos que mostram que a proteção difere entre as vacinas. A vacina bivalente já demonstrou em estudos uma manutenção da proteção por 10 anos com perspectiva de proteção para 20 anos. Já na vacina quadrivalente, os estudos foram feitos para seguimento por 3 anos comprovando a eficácia nesse período.

    Quantas doses são indicadas?

    São indicadas 3 doses, sendo a bivalente nos tempos 0, 30 dias após e 6 meses após a primeira. Na quadrivalente, aplica-se nos tempos 0, 60 dias após e 180 dias após a primeira dose

    Quem já se imunizou pelo vírus pode contrair a doença?

    Pode, pois como foi dito anteriormente, as vacinas protegem contra os principais tipos de vírus, porém não protege contra todos os tipos de HPV. O mais importante é que os estudos demonstraram um redução global em torno de 70 a 80 % dos casos de câncer de colo do útero nas pacientes vacinadas. Ou seja, a vacinação protege contra a grande maioria das lesões do colo do útero causadas pelo HPV.

    Quais os efeitos colaterais que ela pode acarretar?

    Em geral, a paciente apresenta apenas sintomas locais da aplicação. Dor e edema no local da aplicação, comum em diversos tipos de vacinação. Foram relatados alguns casos de eventos auto imune após a vacinação, mas os estudos mundiais não comprovaram um aumento de risco para nenhum evento adverso grave após aplicação da vacina.

  • Herpes

    Herpes GenitalÉ uma doença crônica e com recidivas, causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento.

    Sintomas

    Os sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. O aparecimento das lesões é precedido em muitos casos por aumento da sensibilidade no local, ardência e prurido. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer inúmeras vezes dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina, colo do útero).

    O tratamento pode diminuir o tempo de duração e a gravidade das lesões, bem como evitar o aparecimento dos sintomas se iniciado precocemente.

  • Clamídia

    Clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) de maior prevalência no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres.

    Sintomas

    A maioria dos infectados não apresenta sintomas. A infecção pode provocar dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre.

    Infertilidade

    A clamídia é uma das principais causas da infertilidade entre homens e mulheres. Nas mulheres, o risco é a bactéria atravessar o colo uterino, atingir as trompas provocar a doença inflamatória pélvica (DIP).

    Esse processo infeccioso pode ser responsável pela obstrução das trompas e impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide, ou então dar origem à gravidez tubária (ectópica), se o ovo fecundado não conseguir alcançar o útero.

    Nos homens, a bactéria pode causar inflamações nos epidídimos (epididimite) e nos testículos (orquite), capazes de promover obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides.

    Prevenção e tratamento

    Não existe vacina contra a clamídia. A única forma de prevenir a transmissão da bactéria é o sexo seguro com o uso de preservativos.

    O tratamento utiliza antibióticos.

  • HEPATITE B
    A hepatite B é uma doença inflamatória do fígado provocada pelo vírus da hepatite b.  O vírus é transmitido através do sangue ou do esperma contaminado por isso é considerada uma doença sexualmente transmissível.
    SintomasA maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.

    O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.

    Prevenção

    Evitar a hepatite B  é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.