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Pílula do dia seguinte – Anticoncepção de emergência

 

pilula do dia seguinteA anticoncepção de emergência (AE) é 
um método para 
a prevenção da gravidez não desejada ou inoportuna decorrente de abuso sexual, relação sexual desprotegida ou falha da anticoncepção de rotina.
Apesar de não ser um método abortivo, ainda enfrenta muitas barreiras para sua difusão e utilização.
ara melhorar a qualidade das informações o Ministério da Saúde lançou em 2005 um manual com orientações a serem seguidas para quem necessitar do uso eventual desse método. Abaixo estão as principais informações sobre esse método contidas no manual.

  1. A  AE é um método que visa prevenir a gestação após a relação sexual. O método utiliza compostos hormonais e atua por curto período de tempo nos dias seguintes da relação sexual.
  2.  As indicações da AE são reservadas para situações especiais e excepcionais. O objetivo é prevenir a gravidez indesejada após relação sexual que foi desprotegida por falha do método, uso irregular do método ou violência sexual.
  3. Há duas formas aceitas para realizar a AE. A primeira conhecida como método de Yuzpe, utiliza anticoncepcionais hormonais combinados de uso rotineiro e pode ser administrado até 5 dias após a relação desprotegida. No entanto, sua eficácia cai gradativamente conforme passam os dias ate a utilização do método. Ou seja, quanto antes for realizada a AE melhor. A associação mais utilizada e estudada recomendada pela OMS é a que contém etinilestradiol e levonorgestrel. A segunda forma de realizar a AE envolve o uso de apenas um tipo hormonal, levonorgestrel, na dose total de 1,5 mg. Esse método encontra-se disponível nas farmácias de diversas marcas de laboratórios e também pode ser utilizado até 5 dias após a relação sexual.
  4. Os efeitos adversos mais freqüentes nas mulheres que usam a AE são náuseas, vômitos, cefaléia e dor mamaria. Mas de modo geral, é bem tolerada pela maioria das mulheres.
  5.  Após o uso da AE, o ciclo menstrual pode ficar irregular e nem sempre ocorrera sangramento menstrual após o uso da pílula.
  6.  Em situações de atraso menstrual em que a gravidez é suspeita ou confirmada é totalmente contra indicado o uso da AE. Esse método não é e nem funciona como método abortivo. É um método para prevenção apenas.
  7. O mecanismo de ação da AE não é abortivo. A pílula retarda ou impede a ovulação e ainda impede a migração sustendada dos espermatozóides. Não há encontro do gameta feminino com o masculino e, portanto, não ocorre fecundação.
  8. O profissional de saúde que preescreve a AE para qualquer adolescente não fere qualquer principio ético ou legal. No Brasil, esse método é aprovado pelo Ministério da Saúde .
  9.  Na média, nos 3 primeiros dias, a taxa de falha é de 3 % para o método de Yuzpe e de 1% para o método com levonorgestrel.

Lembrem-se, a AE pode ser usada com bastante segurança em situações especiais e pode evitar o risco de uma gravidez indesejada. No entanto, não deve ser usada de forma rotineira pois pode provocar alterações hormonais importantes.